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Prêmios
FERNANDO DONASCI
Iniciou sua carreira no fotojornalismo em 2001 na agencia de noticias Futurapress. Em 2002 foi convidado a fazer parte da equipe de fotógrafos do jornal Diario de S. Paulo, jornal que pertenceu ao Sistema Globo de Comunicações. Depois de atuar na estruturação da equipe de fotografia, ajudando a formar novos profissionais e participando de importantes coberturas nacionais e internacionais, seu olhar astuto e único chamou a atenção do maior jornal do país, a Folha de São Paulo, assim recebeu novo convite para integrar o "staff" do jornal, onde passou oito anos participando de diversas coberturas no Brasil e no exterior. Vencedor de 2 prêmios de fotografia da Folha nos anos de 2005 e 2006. Ele fez um ótimo trabalho documentando a cultura indígena brasileira no país. Obras foram publicadas em jornais e revistas na América Latina, Europa e Estados Unidos, onde em 2008 passou seis meses estudando fotografia em Nova York. Suas imagens são comercializadas nos mais importantes leilões de fotografia do país, e seu trabalho é uma presença obrigatória nos grandes festivais de fotografia no Brasil e na América Latina.
Em 2009, ele passou um tempo em Paris e Berlim, estudando e produzindo materiais multimídia. Após esses anos em um grande jornal, decidiu ir para uma carreira "solo". Em 2010, ele fundou seu próprio estúdio e começou a desenvolver seus próprios padrões. Convidado a integrar a equipe de fotojornalistas da agência Reuters em São Paulo como freelancer, produziu um documentário chamado Land of the Living Dead, sobre a situação degradante dos viciados em Crack, que vivem no centro da maior cidade da América Latina. Passou dois meses, infiltrado entre os traficantes e usuários, para registrar a vida de cada dia tão estranho e visceral dessas pessoas, e o descuido das autoridades da cidade. Este trabalho lhe valeu um curso interno da Foundation Thomson Reuters, e novamente, Fernando no exterior para melhorar sua carreira, desta vez, ele foi para Londres, para estudar multimídia, com ênfase no roteiro de pré-produção na sede da Thomson Reuters. De volta ao Brasil no início de 2011, ele continuou produzindo seu material documental, no campo, e paralelamente a esse movimento, seu escritório foi associado à nova "boutique" de fotos da cidade de São Paulo, a F2 8, onde concentra os principais trabalhos de artistas nacionais, bem como o agrupamento e descoberta de novos talentos na fotografia.
Atuando como freelancer para a agencia Reuters e outros meios de comunicação, foi premiado duas vezes no mesmo ano de 2010 pelas organizações Globo através da revista Época, com dois vídeos documentais. No mesmo período também recebeu o 17º PRÊMIO CNT DE JORNALISMO com a série de matérias publicados no jornal Folha de São Paulo “Do Inferno ao Céu pela BR-101”. Em 2012 o trabalho jornalístico feito no presídio de segurança máxima Serra Azul no interior de São Paulo lhe deu o 34° Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos “Depois que comecei a estudar, não vejo mais grades”, trabalho feito com presidiários que fizeram curso superior dentro do complexo penitenciário. No ano de 2013 foi convidado a fazer parte do núcleo interno da editoria de fotografia do jornal Folha de São Paulo como Sub-Editor de imagens e coordenador de equipe, experiência que trouxe profundo conhecimento em diagramação, edição de imagens, coordenação de funcionários e a responsabilidade de decidir junto com a direção a noticia mais importante do dia e estampar na primeira pagina do jornal. Essa função foi duradoura até o final de 2014, após receber um novo convite do jornal OGlobo para voltar as ruas e fotografar.
Atua hoje como correspondente fotográfico para meios de comunicação brasileiros e portugueses, interagindo em cursos de graduação em comunicação de Portugal
Participa do projeto "Indicadores de cidadania e de Politicas Públicas no âmbito penal" no qual atua como fotojornalista e documentarista. Participou do "XXII Congresso Internacional de Historia de Los Derechos Humanos de La Universidad de Salamanca" em 2019, no qual expôs, no encerramento, seu ensaio fotografico "Maquina de Moer Alma", juntamente com o relato sobre a composição de seu documentário com o mesmo título.
Biografia escrita por Toni Pires